Novo Bolsa-Família

Ninguém mais tem dúvidas sobre a importância e a urgência em se encontrar uma saída fiscal para o fortalecimento de políticas sociais, com destaque para a criação de um novo Bolsa Família, mais robusto e abrangente. Afinal, segundo dados do próprio CadÚnico do governo federal, pelo menos 2 milhões de famílias entraram para a extrema pobreza entre janeiro de 2019 e junho deste ano. Se tomarmos por base uma família com cinco membros, são 10 milhões a mais de brasileiras e brasileiros no mapa da fome.A inflação sobre comida, gás, combustível e energia deixou o brasileiro 30% mais pobre. É considerada em extrema pobreza a pessoa com renda per capita de até R$ 89 mensais. Em geral, são pessoas que vivem nas ruas ou em barracos e enfrentam insegurança alimentar recorrente.

Sobre a questão da PEC Precatórios, a partir da qual se procura uma saída fiscal para buscar os recursos para o novo Bolsa Família, apresentei um texto alternativo que retira parte do pagamento de precatórios do teto de gastos, já que precatório não é despesa, é dívida que tem sentença final de pagamento determinada pela Justiça.

Não sou movido por vaidades e sim pelo desejo de ajudar o Brasil. Se temos uma solução para não dar calote nem pedalada e resolver o problema do Bolsa Família, não importa se a proposta é minha, do governo ou de um senador. Temos é de resolver!

A diferença de apenas 6 votos na CCJ só demonstra que a PEC dos Precatórios não terá os 308 votos necessários no plenário. Além de inconstitucional, a pedalada fiscal terá como consequências o aumento do endividamento do governo, a fuga de investimentos criada pela insegurança jurídica, além do dólar e inflação ainda mais altos e, inevitavelmente, mais pobreza.

Buscar

Compartilhe os artigos

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Confira algumas análises

Dê um like no Facebook