Mercado de carbono é vital para Brasil cumprir metas de desmatamento

Negociadores britânicos junto à COP26 vieram conhecer projeto de mercado de carbono de Marcelo Ramos que regula pagamento de serviços ambientais

Young e Murton enxergam no projeto de Ramos uma das possibilidades de o Brasil cumprir suas metas de redução de desmatamento e de fazer valer artigo 6º do Livro de Regras do Acordo de Paris, que regulamenta os mercados de carbono ao redor do mundo. “O Brasil, que já é líder em matrizes energéticas limpas, tem enorme potencial com a regulação deste mercado, com suas florestas primárias conservadas”, disse Murton, após ouvir a palestra de Marcelo Ramos acerca do seu PL.

Ao mesmo tempo em que o Brasil tem a maior floresta é, também, hoje, um dos maiores desmatadores, observou outro integrante da diplomacia britânica presente ao encontro, que aconteceu na sede da Embaixada do Reio Unido, em Brasília, e que contou com a participação do embaixador britânico, Peter Wilson, e parlamentares da Frente Ambientalista e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Entenda o PL 528/21- No mês passado, a Comissão de Desenvolvimento, Indústria e Comércio da Câmara aprovou, por unanimidade, projeto de lei que propõe a regulamentação do mercado brasileiro de carbono, ao precificar a floresta em pé e criar um marco legal que traga segurança jurídica aos investimentos e à remuneração dos serviços ambientais no país. “Num país que tem o maior ativo ambiental do planeta, que são as nossas florestas conservadas, não podíamos ficar de fora desse mercado que, em 2019 arrecadou US$ 45 bilhões ao redor do mundo,”, revelou Ramos.

A matéria está na Comissão de Meio Ambiente e será objeto de uma série de audiências públicas que buscam qualificar o texto e adicionar contribuições dos parlamentares e dos setores envolvidos. O autor do PL lembrou que o projeto ganha importância num momento em que o Brasil é alvo de críticas da comunidade internacional, e que seu propósito é combater a pobreza na Amazônia e no seu estado, o Amazonas, e destinar mais recursos para projetos de conservação da biodiversidade.

Da redação do portal do deputado Marcelo Ramos

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