Ministros do G7 sinalizam pressão contra desmatamento na Amazônia

Deputado Marcelo Ramos lembra projeto de sua autoria, visando reduzir desmatamento da Amazônia, que tramita na Câmara

Uma reunião na última sexta-feira, 28, de ministros do G7, formado pelas maiores economias desenvolvidas, sinalizou mais coordenação na área ambiental e pode elevar a pressão sobre o Brasil para combater o desmatamento na Amazônia.

O G7 reúne Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Japão. Neste ano, o grupo é presidido pelo Reino Unido,

Sobre a redução do desflorestamento na Amazônia, tramita na Câmara o Projeto de Lei 528/21 institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), de autoria do deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que vai regular a compra e venda de créditos de carbono no País. 

Crédito de carbono é um certificado que atesta e reconhece a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global. Pelo projeto, um crédito de carbono equivalerá a uma tonelada desses gases que deixarem de ser lançados na atmosfera.

Os créditos de carbono estarão atrelados a projetos de redução ou remoção de GEE da atmosfera, como um projeto de reflorestamento, por exemplo. Essa redução será quantificada (em toneladas de gases) e convertida em títulos, conforme regras previstas na proposta.

Fontes notam a importância que os ministros de Comércio do G7 deram ao tema de meio ambiente em seu comunicado, após o encontro na sexta-feira. Dedicaram seis parágrafos ao tema, só igual ao de comércio e saúde, algo pouco usual nesses encontros.

As maiores nações desenvolvidas se comprometeram a “continuar os esforços com os mercados consumidor e produtor e com o setor privado para apoiar as cadeias de abastecimento sustentáveis que dissociam a produção agrícola do desmatamento e da degradação das florestas”.

Os ministros de Comércio também prometeram trabalhar com os ministérios de meio ambiente e outros órgãos relevantes, internamente, bilateralmente e em fóruns multilaterais, “inclusive no contexto de acordos comerciais, para compartilhar as melhores práticas e considerar quaisquer ações domésticas apropriadas que apoiem este objetivo”.

Os ministros ainda acrescentaram que “o G7 tem papel fundamental na promoção, capacitação e apoio à transição para mercados de commodities e cadeias de fornecimento sustentáveis”.

Eles destacaram que “o desmatamento é uma ameaça global ao clima, biodiversidade, segurança alimentar e meios de subsistência”. E que cerca de 80% do desmatamento global é ocorre por mudanças no uso da terra para a agricultura, uma proporção significativa da qual é destinada à produção de um grupo específico de commodities agrícolas comercializadas internacionalmente.

Matéria completa no Valor Econômico

Acompanhe o trabalho doMarcelo Ramos

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