Na Câmara, especialistas defendem reforço da fiscalização na Amazônia

Deputado Marcelo Ramos defende entendimento sobre fiscalização na Amazônia e lembra seu PL que visa gerar riqueza com preservação ambiental

Fortalecimento dos órgãos de fiscalização ambiental, investimento e trabalho coordenado estão entre as soluções para o combate à devastação da Amazônia, segundo especialistas ouvidos nesta quinta-feira (6) pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre Queimadas nos Biomas Brasileiros.

O colegiado iniciou pela Amazônia uma série de audiências virtuais com foco no diagnóstico dos incêndios florestais no País.

Marcelo Ramos

Para o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), o entendimento alcançado pela comissão deve ser apoiado. O parlamentar lembrou que tem um projeto de lei que visa gerar riqueza ao país, por meio da preservação ambiental, sobretudo na Amazônia.

Março: o pior mês

Depois de bater recordes de queimadas em 2015, 2017 e 2019, a Amazônia registrou neste ano o pior mês de março da série histórica de alertas de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A medição do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) apontou 367 km² de devastação, 12% a mais do que em março de 2020.

O coordenador de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, afirmou que o País conta com instrumentos para enfrentar o problema, mas esbarra em falta de recursos e coordenação.

“Sabemos como resolver porque o País tem todos os elementos para isso, sejam intelectuais, técnicos e científicos. Faltam uma coordenação e a garantia de recursos e de estabilidade das instituições para que uma necessidade nacional seja realmente implementada”, declarou.

Como exemplo bem-sucedido dessa coordenação, Setzer citou a extinta Operação Verde-Brasil, que mobilizou vários órgãos federais e as Forças Armadas em 2019 no combate a 1.835 focos de incêndio e na aplicação de R$ 142 milhões em multas na Amazônia Legal.

Diagnóstico

Professora do Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente na Universidade Federal do Acre, Sonaira da Silva apresentou o diagnóstico das queimadas no bioma amazônico e rebateu a tese de que o fogo estaria associado a pequenos assentamentos e a comunidades indígenas.

“O fogo na Amazônia é antrópico, e a maior parte das queimadas que têm ocorrido são maiores do que 5 hectares. Os incêndios florestais inclusive podem gerar danos tão severos nas florestas que podem transformá-las em cemitério de árvores: principalmente as florestas sobre areia branca, como a campinaranas”, afirmou.

Além desses danos ecossistêmicos, os incêndios florestais têm impacto na saúde da população. Sonaira lembrou que, em 2020, várias cidades do Acre ficaram por mais de 50 dias com o nível da qualidade do ar muito abaixo do recomendável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em virtude da fumaça que se espalhou pelo estado.

A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, lembrou que, nos últimos 20 anos, o bioma foi o segundo mais afetado por queimadas, atrás apenas do Cerrado. Ela também ressaltou que o combate a essa situação é fundamental para o cumprimento das metas climáticas internacionais do Brasil quanto à redução das emissões dos gases do efeito estufa.Da redação do portal Marcelo Ramos, com informações da Agência Câmara, onde pode ser lida a matéria completa.

Acompanhe o trabalho doMarcelo Ramos

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