Deputado Marcelo Ramos critica pressão estrangeira contra liberdade de participação em leilão 5-G

Em pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, o deputado Marcelo Ramos (PL-MA) considerou imprópria a adoção de impedimentos, que não sejam os de preço e qualidade, contra a participação de empresas estrangeiras no leilão que visa a implantação da tecnologia 5-G, no Brasil.

Ramos ressaltou que as empresas chinesas fornecem equipamentos para tecnologia usados pela população e fabricam os chips de memória usados nos celulares. Para ele, não faz sentido, só agora, impor essa restrição.

“O critério do leilão do 5G deve ser exclusivamente preço e qualidade do serviço oferecido à população brasileira. Não dá para carimbar ideologicamente quem vem concorrer em nosso país”, afirmou o parlamentar.

Marcelo Ramos avalia não ser possível ao Brasil ceder a qualquer pressão de potência para impedir a participação de qualquer país no processo de instalação da 5-G. “A hipótese de o governo brasileiro ceder à pressão política de uma potência estrangeira, no caso os Estados Unidos, e decidir que essa ou aquela empresa não poderá participar do processo licitatório de atualização tecnológica de nossas redes móveis de telecomunicações, certamente resultará em um prejuízo irreparável para o país”, considerou.

Vários outros deputados federais usaram parte do tempo para discursar na tribuna da Câmara dos Deputados semana passada para cobrar uma resposta contundente do Congresso Nacional diante do risco do leilão de licenças da quinta geração de telefonia (5G) sofrer interferência política sem o devido respaldo técnico.

Como pano de fundo, está a possibilidade de o governo brasileiro seguir a orientação dos Estados Unidos de impor barreira aos equipamentos da nova tecnologia fornecidos por empresas chinesas, acusadas de praticarem espionagem a sua mando de Pequim.

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