Planos de educação

Artigo da colunista do G1 Andrea Amaral consegue resumir oque significou o processo de aprovação dos Planos Municipal e Estadual de Educação, em Manaus e no Amazonas.

“A forma como grande parte dos municípios brasileiros lidou com seus planos de educação é uma boa amostra de como acontece, em muitas cidades, a gestão do ensino público: sem planejamento, sem participação dos cidadãos nem dos agentes educacionais e sem grandes compromissos com as metas estabelecidas” (Planos de educação aprovados às pressas revelam fragilidades da gestão)

Se perguntarmos a qualquer cidadão um registro sobre a aprovação dos Planos pela Câmara dos Vereadores e pela Assembleia Legislativa, uma grande maioria não terá qualquer referência e os poucos que lembrarem, certamente, lembrarão apenas da polêmica relacionada a questão de gênero.

Prefeitura de Manaus e Governo do Amazonas não fizeram qualquer esforço de planejamento dos debates e relegaram a participação da comunidade escolar na elaboração do Plano e definição de metas e estratégias.

A consequência é um absoluto descompromisso com as metas. Descompromisso, por um lado, da Prefeitura e do Governo que trataram a questão de forma burocrática e, por outro lado, da comunidade escolar que nem mesmo conhece as metas e estratégias, já que foram excluídos do processo de elaboração do plano.

É impressionante a dificuldade que os velhos políticos têm de valorizar espaços de diálogo e de participação popular. A arrogância não os permite enxergar que precisamos construir pactos com a sociedade e que pactos só são construídos quando ouvimos e respeitamos as opiniões do povo.

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